A Única Saída: O Colapso (2015/2016)

Josino Moraes
Latin America Economic Researcher
www.josino.net
email: josinomoraes@hotmail.com


Inacreditável  pensar no colapso como saida, mas é  o que me
ocorre hoje. O fundo do poço é pouco, não é suficiente, é curto. Na
verdade, trata-se de um fosso. Depois de tantos anos de estudos  
pensando numa possível saída, só agora, em 2015, è que consigo  
vislumbrar  essa possibilidade. Talvez, apenas temporária, mas
com profundas implicações para o futuro.

Como se daria  isso? No inicio, pelo colapso do setor publico,
origem da tragédia, incluindo aqui as estatais – em linguagem  
mais teórica chamo a isso de Nomenklaltura, por associação com o
comunismo soviético  . Um déficit fiscal estrondoso, exponencial,
fora de qualquer controle. Inflação elevada como no passado
recente. Cambio artificialmente travado a um alto custo – swap
cambial.

Sera a deliqüescência de um estado fracassado (favor ver na mina
homepage
www.josino.net Os Estados Fracassados .) Isso já
mostra seus primeiros sinais com prefeiturasgovernos estaduais
não honrando suas contas a pagar, que inclui salários  a um mar de
parasitas públicos, predadores.  O banco Goldman Sachs chama  
corretamente a isso   de insolvência fiscal. Os casos mais notórios,
até aqui, são os dos Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Logo mais, esse enorme desequilíbrio se estendera ao resto da
economia, i.e., o setor saudável da economia, o privado:
“indústrias” e serviços.   A bem da verdade não somos um pais
industrializado. Esse fenômeno –“a indústria “ - só surge aqui após
o final da Segunda Guerra com a denominada substituição das
importações, em certo sentido, eufemismo para o protecionismo
local que se estenderia para sempre impedindo um
desenvolvimento realmente de industrialização manufatureira  
como ocorre hoje na maior parte da Ásia.

O setor público, incluindo as estatais – a Nomenklatura em uma
única palavra, foi crescendo, crescendo como um tumor maligno
altamente agressivo ate sufocar quase toda a economia, exceto do
agronegócio, que apesar da quase ausência de infraestrutura,
continua sendo o pilar fundamental de nossa economia. Como
conseqüência, a divida publica  tornou-se estratosférica  fugindo a
qualquer possibilidade de controle E ,com ela, as taxas de juros.  A
Grécia é  café pequeno  comparado ao que esta por vir por aqui.  

O quadro brasileiro me lembra um pouco o da França no período
anterior a Revolução (guardadas aqui as devidas diferenças, pois a
França  é uma grande Nação enquanto nós nunca atingimos a
condição de uma  Nação). Há porem, uma grande diferença: os reis
de então não possuíam meios de comunicação tão eficientes como
nossa elite política para idiotizar  a população. Refiro-me ,
basicamente, a televisão De outro ângulo , vale lembrar a
observação de  Euclydes da Cunha há mais de cem anos : o
lamentável estado mental de nossa população.. O povo  tem caca
na cabeça  e depois de décadas do domínio da cultura fascista-
varguista  isso se agravou consideravelmente.

Os privilégios herdados de nossa cultura portuguesa – alguns
estudiosos chamam a isso de Estado Patrimonial – foram aqui
amplificados à enésima potência alem de gerados novas esdrúxulas
formas , como no caso das aposentadorias hereditária ( ver         ).
Essas novas formas de privilégios, únicas no mundo, foram geradas
com a tradicional  nonchalance  com  a seriedade que requer a  vida
econômica. Tudo isso pago com uma carga tributaria crescente,
obviamente.   Além do foro privilegiado, outro estrupício local para
os bacanas. Não há justiça! Darwin, quando passou por aqui, há
coisa de uns 150 anos já observava isso.      

Todos querem ser funcionários públicos ou funcionários  das esttais
. A mamata lá é vitalícia, e algums vezes hereditárias.  È a tabua
da salvação almejada. Isso acabou por gerar uma nova “profissão” :
a dos concurseiros, especialistas  em concursos públicos.. E com
isso as empresas dedicadas a preparação desses candidatos.   

Bastante difícil para mim prever esse processo anárquico por vir .
Provavelmente,em ultimo caso, isso recairá  sobre nossa principal
repartição publica – na  definição sugerida  pelo  grande Paulo
Prado -  a saber, As Forças Armadas. , como no não tão
distante1964, uma vez que não há uma liderança política
revolucionaria que poderia mudar  o curso da  historia brasileira. Os
amigos americanos, fanáticos da l liberdade religiosa e política –
não a econômica, nosso principal problema -  não gostarão nada
disso. Mas que fazer diante de um Estado em decomposição que
ameaça a existência de quase  todos?