My name is Josino Moraes. I was
born in São Paulo, Brazil, in
1941. I graduated as a civil
engineer in 1964 from Mackenzie
University, São Paulo. I also
graduated as an economist in
1977 from Stockholm University.

In the early 1960’s, while still at
Mackenzie, I was seduced by
marxism, the “Cuban
Revolution”, and the “new ideas”,
as were many Latin American
students of the time. Between
1964 and 1968 I lived in various
places in Brazil, escaping from
the new political forces in power.

In 1968, I fled to Chile where I
lived until  Salvador Allende’s fall
in 1973. I worked there as a civil
engineer and took my first steps
in studying economics.

In 1973, I went on my second
exile to Sweden. There, I earned
a Swedish scholarship and
participated for five years as a
researcher at the Institute of
Latin America Studies in
Stockholm. At the same time, I
studied economics at Stockholm
University and graduated in
1977. I had begun a Ph.D. course
work when, because of the
Amnesty Law of 1978, I decided
to return to Brazil.

In 1978, I worked as a structural
engineer in São Paulo. In 1982, I
rented my parent’s small farm
and grew wheat and soy beans.
The soy bean crop gave me
enough money to set up a small
wood furniture factory.

In 1983, I set up my factory, and
worked there until I sold it in
2001. It was quite an experience.
I would say it was my richest
field experience, outside of
universities and offices. I
normally had about 15
employees. From 1996 to 2001 I
wrote many articles about
economics, politics, and violence
for the newspaper Correio
Popular in Campinas – a city 60
miles from São Paulo with a
population of around one million.

During 1999, I began a debate
with lawyers and judges about a
very important Brazilian
institution: The Labor Justice
System. In 2001 I wrote
A
Industria da Justiça do Trabalho
– a Cultura da Extorsão, I
t could
be translated as
: The Labor
Justice Industry – the Culture of
Extortion
. In the forthcoming 2ª
edition I added after extortion  
the idea of  the destruction of
social capital.

I currently live in Campinas,
State of São Paulo, where I
continue to deepen my
understanding of the Brazilian
Society which is quite similar to
that of the other Latin America
countries.

I speak Portuguese, Spanish,
English and Swedish .
Josino Moraes, descendente de paulistas,
nasceu em Assis, SP, em 1941. Sua formação
primária e secundária deu-se em colégios
diocesano,  salesiano e escola normal, i.e.,
pública  estadual . Posteriormente, estudou no
Colégio Bandeirantes de São Paulo, e se
graduou em Engenharia Civil pela Universidade
Mackenzie, em 1964.
Detalhes.

Nos anos 60, fascinado pela "Revolução
Cubana" e pelas "novas" idéias, tornou-se
marxista (comunista). Arnaldo Madeira, o
"Madeirinha", líder do governo na Câmara
durante o segundo mandato de Fernando
Henrique Cardoso e um dos nomes fortes da
Nomenklatura tucana, foi um de seus
camaradas de base, reunião de várias células
comunistas das faculdades, então na Rua Maria
Antônia, em São Paulo, território também
freqüentado, anteriormente, pelo então infante
Fernando Henrique Cardoso.

Logo após o movimento militar de 1964, viveu
na clandestinidade, viajou a Cuba, com o
devido direito a treinamento militar de seis
meses, e participou dos preparativos do
movimento guerrilheiro pós-64, cuja figura
central era Leonel Brizola, herdeiro político de
Getúlio Vargas.

Em 1968, exilou-se no Chile, onde permaneceu
até a queda de Salvador Allende, em 1973. Lá,
trabalhou como engenheiro e deu seus
primeiros passos nos estudos de economia.

Em 1973, enfrentou seu segundo exílio na
Suécia, onde participou, como pesquisador, do
Instituto de Estudos Latino-Americanos de
Estocolmo e se graduou em Economia pela
Universidade de Estocolmo. Publicou sua tese
de formatura em economia,
The Pattern of
Industrial Growth in Chile
, em 1977. Lá, iniciou
seus estudos de doutoramento, que foram
interrompidos pela Anistia, em 1978/79,
quando retornou ao Brasil. No exílio, conviveu
com José Serra, Fernando Gabeira e outros
tantos desconhecidos brasileiros e
latino-americanos, marxistas, filomarxistas,
cristãos marxistas, marxistas cristãos (sic)
(esses últimos quase sempre padres), ou,
numa feliz expressão de alguns autores
latino-americanos, perfeitos idiotas
latino-americanos!

Hoje, muitos deles se encontram
entrincheirados sob a bandeira do
fundamentalismo ecológico e outros temas
próprios da agenda de países em que o
capitalismo floresceu, prosperou, e abriu
caminho para o futuro.

Na sua volta ao Brasil, trabalhou como
engenheiro estrutural e, logo mais, arrendou o
sítio de seus progenitores, onde plantou trigo e
soja. O plantio adverso do trigo lhe causou um
derrame na retina (central serosa), que lhe
tolheu boa parte da visão. O plantio de soja
rendeu aproximadamente US$ 30 mil (dólares
de 1983), o que lhe permitiu abrir, em 1983,
uma marcenaria, em que trabalhou com a
fabricação de móveis de madeira sob
encomenda, seu hobby, em Campinas, SP.
Permaneceu nessa atividade até 2001, quando
"vendeu" a empresa - a bem da verdade,
quebrou, como a quase totalidade de seus
pares do setor do mobiliário. Em 2001, publicou
seu livro: A Indústria da Justiça do Trabalho - A
Cultura da Extorsão.

Desde 2001, vem aprofundando seus estudos
sobre a tragédia nacional e, em menor medida,
da América Latina, publicando vários artigos e
ensaios a respeito.

Campinas, Ano 2006
Preface
Latin America is not an important
part of the world. It has never
been in the last 500 years except
during the few months of the
missile crisis in Cuba, in 1962.
The world followed its natural
course and Latin America has just
been an appendix. The
importance was only in the
culinary with the discovery by
the Europeans of the potato, the
tomato, the peanut, etc!

However, for us, the few people
with a sense of community from
this dark part of the world, it is
quite hard to see people suffering
around. Partially because people
have to emigrate, separating
their own families, sometimes
dying on the way looking for job
opportunities or security, and
partially because many die as a
consequence of violence of
internal war – local authorities
and what the media
euphemistically calls “urban
violence”. Chile is an exception –
no violence, no emigration and
no corruption. Also, they have
the rule of law, the fundamental
premise for economic
development.

Currently, Latin America merely
annoys the developed world
through its inevitable, unsolvable
and massive emigration. Drugs
are a minor concerning also. As I
pointed out in 2006 in The Miami
Herald (here in Privileges…..)
“America has to understand what
the Romans discovered: Sublata
causa, tollitur effectus (once the
cause is eliminated, the effect
stops).”

There is no solution over the
medium term. How the Chilean
military probably could show way
to the future is a mystery. The
other country that probably will
find a way in the short term is
Cuba, after the exit of Castros
and entourage and the return of
Cubans from the United States
who have been assimilating over
decades the ideas of the working
of a free-market economy.
Otherwise, saving Latin America
is an illusion. The population and
media idiocy hinder any
possibility.  De Soto’s illusion is
treated here also, i.e., the world
as a whole has a beautiful future,
so there will be a solution for
Latin America and Africa in the
long run.

The works are presented in a
chronological way permitting the
reader to understand the
evolution of the ideas. In the
very  beginning, 19977, looking
at technical economic features of
Latin America economies founded
on the works of Kuznets and
Chenery. Since then, after a
twenty-year experience as a
small businessman and living
thoroughly embedded in Brazilian
society,  progressively I have
come to the real appreciation of
the cruel reality. The local field
experience was fundamental to
comprehension.  It helped also
getting in touch with other Latin
Americans in my few and quick
trips to the States (notes about
which are available exclusively in
Portuguese).

The current characterization of
Brazilian communism as a new
phenomenon – and probably of
almost all Latin America
countries – is very recent. In the
beginning I called it
subcapitalism. Some people have
been calling the phenomenon
state capitalism or the Latin
America model of production as
did David Landes from Harvard.
The rabble of the Brazilian
nomenklatura – MST –  calls it
savage capitalism!  Savage, in
fact, are the pandemic or
endemic diseases like dengue,
leishmaniosis, signs of
tuberculosis in cattle and yellow
fever (!), consequences of a
savage  “state” as said by Guy
Sorman.    

The privileges that have been
generated here are much more
considerable than in the late and
classical Soviet communism.
Besides, we could not build up
nations, not even healthy states,
as the Soviets did. The task
ahead is quite difficult because,
among others things, privileges
are hidden in virtual black
boxes.       

Campinas, Sao Paulo, February
2008.
Josino Moraes
Latin America  Economic Researcher
josinomoraes@hotmail.com
Deficit e Crescimento
(2000)
2 ed. livro: A Industria da Justiça
do Trabalho - A Cultura da
Extorsao e A Desturiçao do
Capital Social.
Aguarda-se um editor.  
(2005). Nao disponivel.
Prefácio

A América Latina não é uma parte importante
do mundo. Ela nunca o foi nos últimos 500 anos
de sua existência, exceto durante os poucos
meses que durou a crise dos mísseis em 1962
em Cuba, quando o mundo esteve à beira de
uma terceira guerra mundial. O mundo sempre
seguiu seu curso natural enquanto a América
Latina sempre foi apenas um apêndice. Sua
única importância se deu no campo da
culinária, etc, com a descoberta, pelos
europeus, do tomate, batata,chocolate, tabaco,
amendoim, etc.

No entanto, para nós dessa escura parte do
mundo e os raríssimos com senso de
comunidade, é bastante difícil conviver com o
sofrimento dos semelhantes. Em parte, porque
muitos têm de emigrar, separando-se de suas
famílias, alguns morrendo a caminho dessa
desesperada empreitada à procura do ganha-
pão ou à procura de segurança e, em parte,
porque muitos morrem aqui devido à guerra
local, um fenômeno novo que as autoridades e
a mídia chamam de “violência urbana”. O Chile
é uma exceção: sem violência, sem emigração
e sem corrupção. Ademais, lá existe um Estado
de Direito, premissa fundamental para o
desenvolvimento econômico.

Nos dias atuais, a America Latina só incomoda
o mundo desenvolvido por causa da inevitável,
insolúvel e massiva emigração. Uma
preocupação menor são as drogas. Como eu
frisei em 2006 no The Miami Herald (aqui em
Por que a América Latina exporta...) : “Os
Estados Unidos têm que entender o que os
romanos descobriram: Sublata causa, tollitur
effectus (cessada a causa, cessa o efeito)”.

Não há solução a médio prazo. Como as Forças
Armadas chilenas, provavelmente, abriram
caminho para o futuro é um mistério. O outro
país que, provavelmente, encontrará caminho
para o futuro será Cuba após a saída  dos
irmãos  Castro e entourage e a volta dos
cubanos dos Estados Unidos que assimilaram
durante décadas as idéias do funcionamento de
uma economia de livre mercado. Do contrário,
não há possibilidade de salvação para a
América Latina a médio prazo. A idiotia da
população e mídia impedem qualquer
possibilidade de saída. A salvação mágica
proposta por De Soto também esta tratada
aqui. O mundo, como um todo, tem um futuro
maravilhoso pela frente; portanto, haverá
também uma solução para a América Latina e
para a África a longo prazo.

Os trabalhos estão apresentados em forma
cronológica, de modo que o leitor possa
compreender a evolução das idéias. Nos
primórdios, em 1977, focalizando em aspectos
estritamente técnicos das economias da
América Latina, baseando-me nos trabalhos de
Kuznets e Chenery, disponível aqui apenas em
inglês. Desde então, após uma experiência de
mais de vinte anos como pequeno empresário e
completamente imerso na sociedade brasileira,
fui atinando gradualmente com os reais insights
sobre a cruel realidade. A experiência de
campo foi fundamental para essa compreensão.
Algumas poucas e rápidas viagens aos Estados
Unidos, que me permitiram entrar em contato
com imigrantes latino-americanos, também
ajudaram (notas das principais aqui
disponíveis).

A atual denominação, mais dura, de
comunismo brasileiro como um novo fenômeno
– provavelmente, presente em quase todos os
países da região – é recente. No inicio,
denominava isso de subcapitalismo. Alguns
chamam isso de capitalismo de estado,
enquanto David Landes, de Harvard, chama de
modo de produção latino-americano. O MST,
por sua vez, ralé da nomenklatura local, ,
chama isso de capitalismo selvagem! Selvagem
mesmo são algumas doenças endêmicas ou
pandêmicas, tais como: a dengue, a
leishmaniose, sinais de tuberculose no gado e
febre amarela (!), conseqüências de um
“estado” selvagem, como bem precisou Guy
Sorman.

Os privilégios que foram gerados aqui são
muito mais consideráveis que no finado e
clássico comunismo soviético. Ademais, nos
não conseguimos construir nações, e nem
estados saudáveis, tal como os soviéticos
fizeram. O trabalho no porvir será bastante
árduo, pois, entre outras coisas, os privilégios
são enclausurados em verdadeiras caixas-
pretas.

Campinas, fevereiro de 2008
2003
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